10/10/17 - Crônica - Sebastião Pinho, O Cronista

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A aparência, o comportamento, gostos, hábitos, ...são pontos de continuidade perceptíveis e existem ligando o passado ao presente.

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Seria nossa história de vida um seriado Ad Eternum”, onde a cada geração entram e saem personagens, e que, de alguma forma, os que chegam dão continuidade a um papel já vivido, já representado nesse “seriado real” por algum dos nossos antecedentes?

A aparência, o comportamento, gostos, hábitos, hobbies, atitudes, habilidades, área de conhecimento, de interesse e/ou de atuação profissional, entre outros, no meu entendimento, são pontos de continuidade perceptíveis e existem ligando o passado ao presente dos personagens, dos atores, de nossas próprias histórias de vida.  

Tenho em mãos o original de uma carta datilografada por Annibal Bonavides datada de 10 de fevereiro de 1986. Nesta carta ele fala das origens da hoje Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará. Vejamos o primeiro e o último parágrafo desta missiva:

                                                              Por: ANNIBAL BONAVIDES

“A atual APCDEC, sodalício de sólida estrutura e representatividade profissional tem as suas origens nos idos de 1938, quando um pequeno grupo de cronistas esportivos mais amadores do que profissionais, mas todos eles sustentando coluna especializada nos jornais da época, fundou e deu vida a antiga ACE (Associação dos Cronistas Esportivos). A Liderança desse grupo era integrada pelos jornalistas Miguel Sales (Noel Silva), SEBASTIÃO PINHO, Annibal Bonavides (Jack Tunney), José Júlio Carvalho, Índio do Jaguaribe e Valdemar Caracas; O primeiro presidente da Entidade foi SEBASTIÃO PINHO (SCM), primoroso comentarista do jornal “O ESTADO”.

Não esqueçam, porém, as origens e os fundamentos que deram estrutura e nortearam os rumos da classe. Pois a grandeza da crônica esportiva está também na razão direta do apreço que souber dispensar às suas próprias tradições. Não esqueçam que a vibrante e vitoriosa APCDEC de hoje é um desdobramento natural da não menos vibrante ACE da década de 30.”

Mesmo tendo muitos outros, esse será o único exemplo que utilizarei para substanciar o meu entendimento exposto na inicial desta, ou seja, qual papel e em que parte estou dando continuidade no seriado “Ad Eternum” de vida na minha família.                                                       

Mais sobre Sebastião Pinho (SCM) (1897 – 11.06.1970): servidor estadual, tipógrafo de profissão, cronista esportivo, excelente comentarista do jornal “O ESTADO”, primeiro presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Ceará (ACE), isso em 1938 e, em 23 de maio de 1939 tomou posse também como o primeiro presidente da ACD - ASSOCIAÇÃO DOS CRONISTAS DESPORTIVOS, tendo Abguar Miranda como secretário e Juracir Machado com tesoureiro. Filho de José Pinho da Silva e de Francisca das Chagas Pinho, casou com Clotilde Ferreira Pinho (1904 - 20.05.1972) filha de Pedro Ferreira dos Santos e de Maria Rodrigues Ferreira, que entre outros filhos tiveram minha mãe Maria Lúcia Pinho em 07 de agosto de 1931. Então sou neto dele.

Desde criança sou admirador de futebol, tenho crônica onde abordo esse meu lazer, e gosto de escrever. Entretanto, estou muito longe de me considerar um cronista. Acredito que de alguma forma dou continuidade a parte do papel realizado no passado por meu avô Sebastião Pinho. Mesmo estando longe de realizar seus feitos como líder de classe e/ou como cronista, me sinto honrado com tal papel.  

Enquanto você lia, imaginou quem já representou, no passado, o papel que é desempenhado em parte ou mais por você hoje? Isso lhe trouxe algum tipo de satisfação?

Sem grandes expectativas, porém com muito compromisso e disciplina, continuamente apoiado e motivado por Dra. Rosa Graça Lima Barreto Domingues, pois iniciei pelas mãos dela, em meados de 2012, a divulgação de meus escritos na grande rede. A ela meu muito obrigado. Essa realização também só foi possível devido às inestimáveis revisões de Leidismar Nalasco, do meu filho Marcos Musy de Oliveira, de Hamilton Pitanga, Dr. Ricardo Martins e da jovem Adriana de Sá Pinheiro. Obrigado mesmo.

A você que me lê, a você que me acompanha nessa caminhada e a ele, Sebastião Pinho, meu avô, dedico esta minha crônica especial; especial por ser a centésima.  

Por: Adm. JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA FILHO CRA 0296 MA

Data de Publicação: 
terça-feira, 10. Outubro 2017 - 15:45
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